Onde é que você repetidamente se prejudica?
- Aline Nunes
- 21 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
Talvez seja naquelas manhãs em que você olha no espelho e, em vez de ver suas qualidades, foca em cada defeito. É quando a voz crítica dentro de você fala mais alto do que qualquer elogio que possa receber. Nesses momentos, você não apenas se sabota, mas também diminui suas conquistas, como se não fossem dignas de celebração.

Por que você faz isso? Talvez seja por medo de fracassar, ou, paradoxalmente, por medo de ser bem-sucedida e não saber lidar com isso. Ou talvez, seja porque lhe ensinaram, direta ou indiretamente, que você não é suficiente. E essa mensagem, mesmo inconsciente, ecoa profundamente em seus pensamentos.
Onde você dá um tiro no seu próprio pé? É quando, em momentos de estresse, você se isola em vez de buscar apoio. Sabe que amigos e familiares estão lá, mas a crença de que será um fardo lhe impede de estender a mão. Acaba se afundando ainda mais na solidão, criando um ciclo de autossabotagem que parece impossível de romper. O que faz você repetir essas dores familiares? As respostas são complexas e entrelaçadas. Talvez sejam as histórias não contadas de gerações passadas, as feridas emocionais não cicatrizadas que você carrega sem perceber. Pode ser a insegurança que você viu refletida nos olhos de quem lhe criou, ou os padrões de comportamento que aprendeu a seguir sem questionar.
E como você pode mudar? Esta é a questão mais desafiadora. Talvez o primeiro passo seja aceitar a vulnerabilidade, admitir que tem essas falhas e que está tudo bem em não ser perfeita. Pode significar buscar ajuda profissional para desatar os nós emocionais que lhe prendem, ou simplesmente ser mais gentil consigo mesma, reconhecendo que a jornada para a cura é longa e cheia de altos e baixos.
Como você pode transformar essas dores em crescimento?
Talvez, ao abraçar suas fraquezas e vê-las como oportunidades de aprendizado. Pode ser ao se permitir sentir todas as emoções, sem julgá-las, e ao praticar o autocuidado como um ato de amor próprio. Reconhecer que cada passo para frente, por menor que seja, é uma vitória.
Onde está o espaço para o perdão? Talvez esteja na capacidade de olhar para o passado com compaixão, entendendo que todos cometem erros e que o importante é aprender com eles. Pode estar no ato de perdoar a si mesma por não ser perfeita, por ter caído e levantado inúmeras vezes.
Essas reflexões e respostas não são definitivas, mas são um começo. Elas lhe convidam a explorar suas profundezas emocionais com honestidade e coragem, abrindo caminho para a transformação e o crescimento pessoal. É um processo contínuo de autodescoberta e aceitação, onde cada pequena vitória conta na jornada para romper os ciclos de autossabotagem e encontrar a paz interior.
Aline Nunes
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